domingo, 25 de abril de 2010

         
        Voltei das férias. Não viajei, não tive folga em minhas atividades cotidianas, mas estive em férias. Exatamente no domingo passado decidi um fuga, e, como sabemos não há fuga de si mesmo. Porém, a minha foi para mim mesma. Fui a profissional de sempre, a pessoa de sempre nos relacionamentos, mas os momentos de "solidão" foram só meus, encontrei quem mais gosto em mim; ou seria procurei? Os sentimentos que me levaram não sei mais descrevê-los, agora são outros. Mas deixei a canção e ela ainda serve, lembra algo que ainda é. Anos Dourados... Vamos?
  


        No embalo de um bolero a canção nos convida a lembranças e sentimentos ainda vivos, teimosos. São aparências, ligações, retratos... Não sei se Chico é um pouco de todos ou se todos somos um pouco de Chico, que não se importa ser "Maria". E o Tom? O Tom dá o tom, é o eco, é a insistência do pensamento, do sentimento, é a própria lembrança.
        Não trato de métrica, de estética, de teorias, São divagações que dançam. Psicanaliticamente falando fiz uma catarse, humanamente um desabafo, artísticamente um ensaio, pessoalmente uma atitude. " Te ligo ofegante e digo confusões no gravador." As confusões que nos movem, que decidem por nós, são tudo. E quem disse que a coragem está no equilíbrio? Medroso é quem não enlouquece de vez em quando. Sutilmente me retiro e estou em pleno salão dançando ao som de um bolero, volto uma semana depois. Entendeu? Não? Acho que você precisa de uma férias rsrs. Ouça, só ouça...

2 comentários:

D. R. disse...

Excelente!! :)

Continue a escrever (ou melhor, escrevendo)... :)

Dançar não é comigo. Mas já que me pede para simplesmente ouvir... Sim. Isso eu posso fazer. :)

Valéria disse...

Simplesmente lindo isso que vc postou. Aliás, tenho pensado muito nisso esses dias e chegar aqui e ver palavras tão belas confirmando pensamentos soltos causa um certo alívio espiritual.

BeijooO'