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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Infinitivamente infinitos



Quando eu penso no tempo que tenho o que mais se coloca em meu pensamento é o tempo que não tenho. O tempo que não tenho ao qual me refiro é o que passou sem que eu o aproveitasse melhor, e também o que certamente ainda deixarei passar sem fazer dele uma estimada lembrança. Eu vivo o recomeçar em cada amanhecer, ou ainda se me sinto pesada e finita recomeço em qualquer outra hora do dia como a criança que de olhos recém abertos tenta descobrir o mundo e experimenta a si mesma.


As pessoas, cada uma delas, tem sua própria maneira de superar o que foi ou de tentar o que deseja que venha. Mas nem todas se preocupam com o tempo que levam, ou melhor, que não levam. Alguns sofrem demais e outros de menos, e assim o tempo passa. Mas com a passagem do ano, em geral as pessoas fazem planos e em suas retrospectivas pessoais planejam os acertos retirando lições dos erros cometidos. Porém, são tão inconsistentes os planos que se desfazem em poucos dias, ou até horas.
Gostaria de sugerir a cada um de vocês segundos, minutos ou horas a mais que se somem em muitos dias, que prolonguem vida e até a multipliquem:


Leia um livro que tem vontade e nunca tem tempo, ao menos 15 minutos por dia, e retire dele algo que te sirva. Aprenda uma receita nova e cozinhe para pessoas que ame. Satisfaça o paladar delas e terá o prazer de um sorriso, um elogio além de uma nova habilidade adquirida.Reorganize seus CDs e ouça aquele que a muito tempo não ouve; cante alto, dance se puder.Visite aos que te são importantes com mais freqüência, leve flores, um vinho, chocolates se puder ou quiser, mas nunca esqueça de ser a companhia que tu és.


Ame a todos sem os poupar do amor que lhes cabe por direito, diga que ama, o quanto ama. Quanto ao amor que se faz desejo, que o amor seja feito, e que seja mais vezes, e que seja melhor.Cuide de si, olhe para o espelho de modo que perceba vida refletida.


Eu desejo que o acaso nos proteja de modo que a vida plena, ousada e intensa se faça o nosso maior compromisso.

domingo, 24 de outubro de 2010

A vida é o agora!

E se você soubesse que iria morrer amanhã?
E se não morresse nunca?
E se soubesse que irá se apaixonar perdidamente por alguém e que sofrerá por isso?
E se não conseguisse sentir paixão nunca mais?
E se você concluir que só terá um objeto que deseja muito se ganhasse um desses prêmios milionários?
E se você fosse milionário e no entanto não tivesse mais nada que desejasse tanto a ponto de sonhar?
E se você puder ter a pessoa desejada sem fazer muito esforço?
E se depois de tê-la a desejasse ainda mais e no entanto ela sumisse?
Se você pudesse apagar tudo de ruim que te aconteceu no passado?
E se por esquecimento você voltasse a cometer os mesmos erros agora?
O que pensaria e desejaria no íntimo, se estivessem a bordo de um navio você e todos os que te são queridos e em parte do percurso se percebesse em uma tragédia em que certamente nem todos sobreviveriam?
E se sobrevivesse apenas você?
Se tivesse que tomar uma decisão que comprometeria seriamente a qualidade da vida de alguém que precisa de você para salvar a sua?
E se a pessoa saísse ilesa e a sua vida se tornasse sem sentido se a pessoa que te "devolveu" a vida não precise tanto de você assim e com o tempo nem lembrasse de sua existência?
E se você não sofresse nunca:
O que significaria felicidade para você?

O Nosso Mundo (Barão Vermelho)

Se eu ainda soubesse Como mudar o mundo Se eu ainda pudesse Saber um pouco de tudo Eu voltaria atrás no tempo Eu não te deixaria Presa no passado E arrumaria um jeito Pra você estar ao meu lado de novo Eu voltaria no tempo Pra voltar pra ontem Sem temer o futuro E olhar pra hoje Cheios de orgulho Eu voltaria atrás no tempo Os nossos erros Seriam apagados Nossos primeiros desejos Ressuscitados E de novo eu voltaria no tempo Eu não te deixaria desistir tão fácil E não te negaria nenhum abraço De novo Eu voltaria no tempo E a gente fez Nosso futuro Quase quebrando O nosso mundo O nosso mundo Nosso mundo...

domingo, 26 de setembro de 2010

Pensando sobre quando penso em você

E porque não escrevo sobre tudo é que escrevo sobre você.
Você que me olhou quando pensou que eu não via. Você que parou de me olhar quando percebeu que eu notava e esperava minha distração para voltar a mirar-me...
E porque nem tudo que percebo me interessa é que escrevo a seu respeito.
Você que agora me fala que me quer falar. Você que quer saber sobre meus interesses torcendo que teu nome conste na lista, mas como não sei o que te interessa de fato vagamente falo coisas e deixo as que calam exatamente assim...
E porque calo sobre o que me é caro aqui tenho sobre você palavras.
Você que me toca com as mãos talvez querendo alcançar o coração. Você a quem toco para me sentir viva sabendo que me toque ferve o sangue que corre em tuas veias que bombeiam um coração que não sei até onde pretendo tocar...
E porque gosto de ver falo de você com os olhos fechados.
Você que tenta falar-me coisas até que eu te interrompa tocando-te os lábios com os dedos em armadilha, ainda que carinhosa, é armadilha. Você que pretende me dizer o que qualquer mulher espera ouvir...
E porque me entrego em mistérios descrevo o que em ti pra mim é muito claro.
Um jovem que de tão comum se faz diferente. Básico, muito básico. Falta-lhe coisas sem as quais eu viveria, mas me dou a luxos  que rapidamente te fariam acreditar que não mereça...
E porque não te quero igual a tudo te dedico palavras quando ainda não arrisco te mostrar...
E porque me interesso por você apesar de ainda não perceber o que em ti me desperta construo mecanismos que me diga o que vai no que sinto quando leio as coisas que eu mesma escrevo...
E porque tenho medo de te fazer sofrer sei que sua falta me custaria muito, ainda que eu não entenda exatamente o que é para mim sua presença...
E porque te vejo quando fecho os olhos arrisco de vez em quando algumas palavras para ver-te rir e memorizar seu sorriso e quem sabe falar mais dele, de você...
E porque sei que é muito o que eu não sei de ti ainda tenho paciência para procurar mais de ti enquanto repetimos mais do mesmo, como alguém que garimpa um tesouro passeio em ti como os garimpeiros em túneis...
O que sei  sobre nós dois não é muito. Sei que não é tão bom pensar ser para alguém apenas uma possibilidade, mas se esse alguém sou eu é importante saber também que não vejo possibilidades  em um nós tão facilmente... Tento nos poupar do que pode acontecer enquanto ainda não entendo o que já aconteceu...

Se um dia eu deixar escapar as palavras que agora escrevo e elas correrem até você talvez eu descanse.
Cada vez menos consigo descansar, não é fácil dizer a alguém que não posso me entregar enquanto não me tenho, te respeito muito e não te deixarei na companhia de um corpo e só um corpo. Algumas vezes é só o que sou, cansada de pensar e sentir outrora em demasia minha alma desencontrou-se do corpo e eu ainda espero o que ou quem possa uni-los.
Eu preciso então de tempo, o tempo das sensações, e mesmo assim não há garantias pra você... nem para mim. Escrevo com lágrimas escorrendo dos olhos e ouvindo o cara que canta como se o fizesse pensando em mim(e de quem aqui já falei) e que a pouco descobri que você também se identifica com a mesma arte. Eu ouço as flautas e o violão e a voz que parece sair de um coração que está se rasgando e me sinto um pouco feliz de me encontrar um na tristeza que se faz canto.
Não planejo nem o próximo segundo, se me compreenderes me perdoará pelos dias que não poderei prometer-lhe. É como a dança que tanto me faz falta e então visto o figurino e danço só no salão vazio dos meus pensamentos, e agora entrego a minha alma ao que reclama corpo. São as duas metades de mim que me confundem enquanto na verdade deveriam se confundir uma na outra...
Agora vou induzir meu sono na esperança de que seja você o meu sonhar. O fato é que se não o amo, te respeito e admiro a ponto de querer-te amar...

"Quem andou no escuro vai ter faro e ouvir melhor. Tem direito ao descanso, vai ter férias da dor. (...) Todo encontro é cordão nos ligando ao que vai. Todo encontro é vagão de um trem que sai."
Oswaldo Montenegro

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Que eu não apenas reste em lembranças

É... eu não gosto que lembrem de mim! As pessoas que lembram de mim podem até ser boas pessoas mas, são as mesmas que me esquecem. Elas não estão comigo nas horas que preciso delas, elas me deixam passar por elas quando lembram de mim...
Classifico três tipos de pessoas no "meu mundo": 
1. As que não me conhecem ( e aqui estão incluídas as que conseguem ficar indiferentes).
2. As que conhecem e não gostam de mim.
3. As que conhecem e me amam.
As pessoas que lembram de mim são as piores, elas lembram de mim porque lhes doei existência, pois quanto as que não me conhecem não tive oportunidades, e as que são indiferentes é porque não consegui existir para elas de forma que fosse significativa a ponto de terem lembranças nossas.
Eu também lembro das pessoas e isso não me faz uma pessoa ruim é claro, só não fazem delas tão boas assim. E trato aqui também de lembranças boas, de flashs. Mas lembrança não é saudade do outro, é de um tempo, é saudade de si mesmo. Lembranças me tocam, e muito. Mas eu não posso tocá-las, ainda que talvez deseje. O que eu sei é que lembrança é de qualquer coisa que foi e que eu deixei passar.
Você pode estar querendo me perguntar se não lembro das pessoas que amo, e eu respondo: Não lembro delas. Sabe por quê?

Das pessoas que amo eu não esqueço, eu as memorizo e levo comigo pra qualquer lugar. Delas eu sinto saudades de um outro jeito, é mais uma vontade de tê-las por perto em outras situações com o frescor das coisas novas que ainda não aconteceram; do sorriso que parece com os que tenho na memória mas único e completamente novo porque não é o sorriso de ontem. As pessoas que eu amo não ficam empoeiradas nas lembranças do passado, eu as projeto no meu futuro. Temo tanto que alguma delas lembre de mim...
Em datas especiais eu presenteio as pessoas com presente, jamais com lembrançinhas! Que nenhum objeto seja motivo para recordar no sentido de lembrar, que eles sejam pra afirmar uma coisa que é e não algo que foi. O que não é memória é esquecimento, as lembranças só falam do que foi esquecido. Memória é a própria existência cheia de valores.
Quanto as pessoas queridas que se foram eu também não lembro, eu nunca perdi nenhuma delas. Todos os meus amados estão vivos, mesmo os que já não moram em corpos, estão comigo mais que antes em todos os lugares porque tenho a impressão de que participam das conversas que tenho em mente sem que precise falar. Os que não esqueço não morrem jamais, pois já são parte daquilo que sou. Se por eles choro é pela tamanha presença em minha vida, ou pela dor que me toma quando percebo que não posso mais ver um sorriso fresco ou sentir o calor de um abraço mas, ao mesmo tempo percebo que fui agraciada com suas existências plenas.
Não vou esquecer nada de bom do meu dia de hoje, na verdade vou usá-lo para atropelar qualquer ameaça de um dia ruim. Eu lembro de dias ruins, nos dias bons que sempre ficam.

Não Se Esqueça deMim
Composição: Erasmo Carlos / Roberto Carlos
Onde você estiver,
Não se esqueça de mim
Com quem você estiver não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Mesmo que exista outro amor que te faça feliz
Se resta, em sua lembrança, um pouco do muito que eu te quis
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Eu quero apenas estar no seu pensamento
Por um momento pensar que você pensa em mim
Onde você estiver, não se esqueça de mim
Quando você se lembrar não se esqueça que eu
Que eu não consigo apagar você da minha vida
Onde você estiver não se esqueça de mim...

domingo, 19 de setembro de 2010

Despetalar


Quando pensei em um nome para o blog depois de decidir ter um pensei que deveria ser significativo. Uni então dois conceitos que vocês já conhecem: Compromisso e Acaso.
O Acaso é a minha vida, são toda as vidas que chegam ao plano que conhecemos; inocente e vai ganhando propósitos,  fazendo sentido a medida que vamos sentindo tudo que compõe uma vida, todos as sensações e sentimentos.
O Compromisso continua no sentido literal. É isso mesmo: Compromisso Com a Vida. Com a minha, que ela seja cada vez mais útil a medida que toca outras vidas.
Nem sempre foi assim. Quando mergulhada nas sensações e sentimentos que me machucavam quase desisti de tudo. De tudo que ainda poderia ser....
Ainda tenho dias ruins mas é assim que vejo agora, são apenas dias. Agora eu tenho mais clareza da eternidade das palavras e então aqui me coloco. Que dor resiste a eternidade?
Vejo no Acaso as possibilidades. Eu giro e sinto a diferença dos ventos em cada direção, vejo paisagens distintas ao redor de mim e sei que tenho um universo de opções e um mundo que nnão deve me assustar porque ele é o que tenho ao meu alcançe.
Ainda sou inocente para certas coisas, me confundo quando quero sentir sentimentos com os sentidos e sensações com os sentimentos. Ambos se fundem mas não nos devem confundir.
Gosto de sentir que quando digito coloco minhas digitais em quem por aqui passa, como alguém que segura carinhosamente sua mão e te conta uma história, e te fala da vida. Com seu comentário aprendo a "ouvir" um pouco mais...
Não sei se já te contei sobre quando acordo assustada ou quando não consigo dormir. Fazem vinte e cinco anos que tento entender o que devo ser aqui onde como uma flor brotei. Nem sei se ainda sou botão mas sinto que ainda falta um pouco para que o vento me leve em pétalas. Mas quero ir antes de murchar completamente, quero quando aconteça o vento espalhe também perfume.
Ainda não sinto o efeito do calmante em meu corpo cansado, mas é uma questão de tempo e entrega. Enquanto isso estou aqui a escrever linhas que me comprometam com o acaso que tenho, que me faz desejá-lo ainda mais. Ao contrário de antes cobro mais da vida, cobro dela a vida que não vejo e com o acaso ela me responde, com o acaso a vida se dá e nós duas, eu e a vida nos entregamos uma a outra.
Desejo dormir plenamente, porque quero que os sonhos me abraçem quando eu acordar, que se aliem a vontade e se façam realizações. Que os meus amores me encham de sorte, pois na minha ordem o amor é construído. O Acaso é a própria vida, sorte é o que se adquire quando nos comprometemos.
Em cada palavra triste deposito tanta ternura que no fim tenho a impressão de que o que escrevi tem muito mais haver com uma felicidade discreta e tímida que ganha espaço.
E aqui reafirmo o Compromisso que pisa no meu cansaço e unido ao Acaso me dá a possibilidade de descansar, apenas descansar...



Salve Essa Flor                                    

Num jardim sem cor,
nasce uma flor que vive só...
Vento amigo tem,
por essa flor amor maior...

Enquanto isso o sol,
com seu calor me faz melhor...

Mas existe um mal,
que ela nem perceberá...
Ervas tão daninhas por perto,
a lhe envenenar...

Se não for a ajuda de alguém..
Ela vai... claro que vai..
Despetalar...
morrer...morrer...morrer...

Ninguém quer morrer
Salve essa flor que vai morrer...

Cassiano

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Bailarinas a moda antiga

Me pediram que contasse como foi que aconteceu. Como se o que acontece comigo tivesse uma importância incomum. Todas curiosas e reunidas em gargalhadas divindo a enorme barra de chocolate, e eu, brincando como sempre soltava um gemidinho a cada mordida saboreando o chocolate derretendo na boca (e de propósito espero as reações já repetidas), todas riem e imitam meu gesto para que as mentes mais "criativas" acreditem que falamos obscenidades. E para completar a vó da minha amiga que passa na sala fala tentando esconder o ar de riso:
_ Se Ju não estivesse aí acharia que falam besteiras.
_ Pode deixar dona Lena, eu coloco juízo nessas meninas!
E começa cada uma sem esperar que a outra termine tentando convencer a dona da casa que são confiáveis e ingênuas. Mas, acreditem, logo Dona Lena vem toda empolgada quebra uma barrinha de chocolate pra ela e pergunta:
_ Sim Ju, conta, como foi que aconteceu?
_ Eu não acredito! A senhora estava espiando a nossa conversa? Pois agora é que não conto!
E todas, a comecar pela senhorinha fazem-me cócegas até eu gritar que me rendi.
_ Tudo bem então. Eu conto:
O carinha era bastante atraente, um belo tipo; cabelo penteadinho feito homem (do jeito que eu gosto), barba por fazer e muito interessado naquele novo ambiente. Alongamos em dupla e como já era comum eu ajudava aos que chegavam, então eu e o bonitinho já tivemos de cara um contato maior. Ele tentava não demonstrar a dor quando eu forçava o movimento, ainda que eu o aconselhasse a gritar quando necessário. Ele resistiu. Acabado o alongamento passávamos para a próxima etapa, e como era terça-feira seria então dia de audição livre e individual para três bailarinos sorteados. Eu torci para não ser a felizarda. Apesar de ter um número pronto não esperava um público surpresa. Não tínhamos mais muito tempo e só haveria apenas uma audição. A professora pediu então que o novo colega escolhesse alguém, assim de olho mesmo. Ele nem precisou falar, fiquei tão sem graça com olhar longo e penetrante que ele me lançou que fui até a mochila buscar as sapatilhas e o cd com a canção. Meu coração acelerou. Tentei manter a respiração controlada, fiz sinal para a professora e só mative os olhos abertos até ver ela apertar o play.
Pronto, o coração foi levado pelo som e minha ansiedade também. Tudo era meu, principalmente os olhares da turma. Então, antes das piruetas procurei um ponto fixo para olhar e lá estava o rapaz, o encarei  e lá fui eu. Um... dois... três giros e parei rente seu rosto. Porém, não sei quem estava mais ofegante, se eu ou o rapaz. A turma como sempre aplaudiu e nos abraçamos coletivamente.
Enquanto cada um arrumava sua mochila e conversávamos sobre esse ou aquele passo que coreografei nem me lembrava mais do novato. Ele me esperou na saída do teatro para me cumprimentar e agradecer a colaboração. Eu respondi que não foi nada demais, que se acostumasse pois é o funcionamento natural da turma. Me despedi e só o vi ontem enquanto passeava com  a Vivi, ele veio e nos cumprimentou e o resto vocês já sabem, essa fofoqueira já contou o que foi e o até o que não foi. (risos)
_ Mas e ontem?_ Perguntou Dona Lena.
_ O que tem ontem?_ Indaguei.
_ Beijinho minha filha! Teve ou não teve?
_ Não Dona Lena, nem conheço o rapaz direito. É bonito e muito educado, por isso o espanto de Vivi, mas é só um amigo que as tontas queriam saber onde e como o conheci.
Dona Lena me olha desapontada, quebra mais uma barrinha de chocolate e resmunga enquanto levanta para se dirigir à cozinha:
_ Esse mundo tá perdido! Perdido! Nos bailes do meu tempo moça nenhuma dançava só e nem perdia tempo, o próximo encontro era marcado e rapaz esperto beijava logo moça bonita pra ela matar as amigas de inveja. Bons tempos... Bons tempos...


domingo, 25 de julho de 2010

Desespero e Felicidade = Meio e Fim

Ainda em retiro, porém, o blog é "casa que abriga agora a trilha incluída nessa minha conversão". Não tem jeito, entre reflexão e outra a respeito das decisões práticas me abasteço de leitura e filme, na maioria filosofia. Haja profundidade Juci! Ainda que eu desejasse muito não conseguiria ser rasa...
Como já expliquei anteriormente meus retiros são apenas tomada de fôlego para ações. Sou defensora da filosofia para além de sistemas, e nada melhor que ler o que gostamos(mas ler o que não gostamos é fundamental, ainda que seja para criticar). Recomendo aos que desejam tomar fôlego então uma leitura saborosa e libertadora:


O filósofo propõe um novo conceito de desespero; não esperar, o que significa agir e aproveitar o aqui e o agora com resposabilidade, de modo que os nosso objetos de desejo tenham sabor de conquista e façam para nós ainda melhor sentido. Que a possibilidade de ter ou viver algo não seja maior nem melhor que o próprio ato. Uma lição sobre amar a vida; a que temos, a que queremos, a que podemos proporcionar a nós mesmos na qualidade das nossas ações com o outro.
Para que entendam a importância da obra dentro do meu contexto pessoal (retiro ou tomada de fôlego) e incentivar a recomendação aos que se encontram em situação semelhante (ou não), cito:
"O que chamo de desespero, filosoficamente, é bem próximo do que Freud, a seu modo e de outro ponto de vista, chama de trabalho do luto. Não é, de forma alguma, um trabalho da tristeza! A meta do luto é a alegria."

sábado, 10 de julho de 2010

Hoje vou escrever sobre você

Foi a frase do Marquinho outro dia no MSN, dentre tantas outras de tamanha importância para mim. Aquele dia ele acabou não escrevendo, mas hoje eu sinto muita vontade de escrever sobre tão querido amigo, que talvez por uma falha minha não saiba o quanto o seja.
Marquinho foi um dos meus primeiros contatos feito no "mundo virtual", portanto, fazem cerca de seis anos_é o tempo que comecei a me interessar pelo teclado de um computador_ Ainda lembro o nick do Marcos, (apesar de não fazer idéia alguma do meu, acreditem, não sou muito simpática a idéia de amizades que surgem na internet, mas tenho algumas das boas que assim iniciaram, dá pra contar nos dedos de uma mão, mas ainda me fazem repensar, e Marquinho é uma delas) a princípio o chamava de Ian. Eu iniciava o começo da minha jornada universitária, e ele trabalhava em uma rede de supermercados, repositor eu acho, e muito sedento de conhecimento. Me encantei pelo interesse daquele garoto que fazia as próprias oportunidades, e se um dia eu esboçava algo sobre um pensador, em dois ou três dias o Marcos trazia suas principais idéias, pois comprava uma obra indicada e esmiuçava cada frase, e com uma humildade maravilhosa me trazia questionamentos que nos levavam a entrar madrugada adentro filosofando. Logo me apresentou textos de sua autoria. Mas nossas conversas eram muito ricas, tratávamos de música; rock progressivo, o nacional, a mpb e até nossas bandas regionais que surgem de tempos em tempos. Nem sempre concordávamos, mas havia um respeito mútuo que permeava as nossas conversas.
Eu não fazia idéia alguma sobre a aparência do Marcos, e inexplicavelmente não sentia muita curiosidade, aquele amigo me bastava assim como estava... mas, apesar de já ter-me visto em fotografias, ou talvez por isso mesmo, o meu amigo sugeriu que nos víssimos, e eu; bem, eu me recusei. Mas tanto o Marcos quanto eu estávamos mergulhados em uma amizade que nos fazia comentar com outras pessoas sobre alguém tão... tão interessante. E, logo surgiram interessados em serem amigos dos nossos amigos. Assim de um modo incorreto diga-se de passagem uma "amiga" pegou o contato do Marcos e iniciou o que ela pretendia uma amizade com o MEU amigo, e ao marcar para conhecê-lo prometeu levar-me.  Assim me pegou subitamente com a notícia, e um tanto contrariada lá fui eu. Sem nenhuma referência eu sabia quem era o Marquinho, e ele me reconheceu, a mim e a outra garota. Ela não tinha os nossos gostos e acabou sendo um detalhe para a efetivação da nossa amizade, aos poucos deixaram de se falar, de modo que o contato deles se resumia a ocasiões onde nos encontrávamos por acaso ou em ocasiões as quais eu reunia meus amigos.
Com o tempo conheci a história de vida emocionante daquele garoto e só o admirei ainda mais. E ainda que cheia de reservas, me permiti descansar e chorar no ombro amigo do Marquinho, que soube de coisas que nem imaginei contar a amigos de longa data. Marquinho é daquelas pessoas que dizem; Eu te amo! Ou ainda; Você é muito especial em minha vida. E agora com alguma frequência: Sinto saudades...
O Marquinho foi para outro estado em outra atitude de coragem que me surpreendeu. Graças ao velho MSN mantemos contato. Tenho muito orgulho do meu primeiro melhor aluno, agora autor de livros. Falamos menos que em outros tempos, mas com o mesmo interesse, sobre as novidades, mas principalmente sobre o que não tem nada de novo dentro de nós. Eu não sou muito o tipo de pessoa que se declara todo o tempo, e portanto, como já coloquei, meu amigo não saiba o quanto o amo, o admiro e tenho uma saudade enorme dele. É uma falta que aos poucos tento consertar com ele e outras pessoas maravilhosas que por acaso cruzaram o meu caminho, mas que só com muita determinação permanecem, e hoje nem sei pensar um caminho sem eles.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Proposta literária


        Queridos amigos.

         O blog COMPROMISSO COM O ACASO surgiu por acaso mas com o compromisso de tornar a net um espaço cada vez mais proveitoso, já que são tantas as possibilidades de interação. Estão aqui reunidos talentosos escritores, inspirados poetas e leitores mui pacientes com minhas palavras. Bem, foi o que concluí com minhas visitas às páginas de vocês e com a participação de todos aqui.
         Portanto, lanço aqui uma experiência inspirada na canção atual de fundo: A seta e o alvo (Paulinho Mosca) proponho a composição de um texto assinado não só por mim, mas por todos os que se elencarem nessa aventura. Leiam as regras e mãos a obra, ou no teclado!

1. A estória começa com o título e imagem logo abaixo (será minha primeira contribuição);
2. Cada um de vocês poderá escrever parte do enredo no espaço usado para comentários, usando livremente a imaginação mas concatenando com a idéia da última pessoa que escreveu;
3. Cada autor poderá fazer mais de uma participação no texto, continuado-o desde que seja um trecho por dia.
4. O texto será finalizado por mim no dia 20/05, quinta-feira após as 17hs. Assim, a partir de tal data espero que me ajudem apontando um possível final nas entrelinhas.
5. Por fim, o texto será postado devidamente organizado com a ficha técnica de todos os autores e aberto a comentários.

Conto com vocês!
Atenciosamente e ansiosamente:
Juci Barros


A força do acaso


Era uma vez ...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Prefiro asas a armas. A nudez impõe mais que armaduras. Uma flor guardada na lembrança é mais nobre que medalhas na parede.
Determinei-me anjo. Quero despir-me dos preconceitos, quero subir suavemente para proteger os que me são caros, quero movimentos e gestos ternos e delicados.
Há os que acreditam que alguém assim tão pacífico seja acomodado. Não entendem de determinação de SER.
Anjos conquistam, não tomam a força.
Eu não desisti, pelo contrário, decidi; o melhor que posso ter é o que sinceramente me cedem.
Eu tenho me perdido todas as vezes que direciono meus pensamentos para o EU, porque eles sempre me levam ao NÓS.

                                                                                        Obs: A trilha sonora para o sentimento descrito é a que tocando ao fundo da página, interpretada pela Paula Fernandes:
Só penso em nós.

domingo, 25 de abril de 2010

         
        Voltei das férias. Não viajei, não tive folga em minhas atividades cotidianas, mas estive em férias. Exatamente no domingo passado decidi um fuga, e, como sabemos não há fuga de si mesmo. Porém, a minha foi para mim mesma. Fui a profissional de sempre, a pessoa de sempre nos relacionamentos, mas os momentos de "solidão" foram só meus, encontrei quem mais gosto em mim; ou seria procurei? Os sentimentos que me levaram não sei mais descrevê-los, agora são outros. Mas deixei a canção e ela ainda serve, lembra algo que ainda é. Anos Dourados... Vamos?
  


        No embalo de um bolero a canção nos convida a lembranças e sentimentos ainda vivos, teimosos. São aparências, ligações, retratos... Não sei se Chico é um pouco de todos ou se todos somos um pouco de Chico, que não se importa ser "Maria". E o Tom? O Tom dá o tom, é o eco, é a insistência do pensamento, do sentimento, é a própria lembrança.
        Não trato de métrica, de estética, de teorias, São divagações que dançam. Psicanaliticamente falando fiz uma catarse, humanamente um desabafo, artísticamente um ensaio, pessoalmente uma atitude. " Te ligo ofegante e digo confusões no gravador." As confusões que nos movem, que decidem por nós, são tudo. E quem disse que a coragem está no equilíbrio? Medroso é quem não enlouquece de vez em quando. Sutilmente me retiro e estou em pleno salão dançando ao som de um bolero, volto uma semana depois. Entendeu? Não? Acho que você precisa de uma férias rsrs. Ouça, só ouça...

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Recortes de paisagens e canções são a obra inteira de uma vida

        É... ontem foi outro dia. Mas e hoje? Hoje só pode ser hoje, as únicas possibilidades de hoje ser outro dia foi ontem ou os dias que seguirem a partir de amanhã. Minha relação com o tempo sempre esteve em pauta nas reuniões comigo mesma, rsrs. Um dia eu quero viver tudo de uma vez, no outro até a palavra viver me incomoda, outros ainda eu gosto muito mesmo de viver, só que dormindo, o que cá pra nós é uma atividade maravilhosa! Não, não é preguiça, é sinceridade. Mas hoje eu acordei cheia de disposição e resolvi ir à praia, afinal: "moro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza; mas que beleza!" Pra completar moro em uma "cidadezinha" linda com o mar a menos de 1 hora da minha casa  e das da maioria doa habitantes também rs. O cenário está completo, plena segunda-feira praia calminha, céu e mar azuis, Juci (sem enxaqueca) e uma câmera na mão.
        Por uma questão de justiça esse é um texto pós overdose, ou seja; uma injeção de ânimo. Comigo é assim, vivo tentando me equilibrar em meio aos extremos e foi por tal motivo que me comprometi com o acaso, e que ele me proteja quando eu andar distraída, e quando não estiver por favor, me distraia! Ah, hoje o sol está radiante, e apesar de não se tratar do Rio temos por volta de 40º graus em uma cidade maravilha. Ao contrário de quem não quer nem luxo nem lixo estou transitando aí pelo meio, no último post tava meio lixo, hoje só luxo a ponto de decidir ficar dourada na Praia de Atalaia mirando as ondas do mar...

                                                                                  (Por Juci Barros)
        Insisto em reafirmar aos leitores que o  nosso espaço não é meu diário, muito menos válvula de escape. Pelo contrário, as palavras possuem o poder de libertar o que sentimos ao mesmo tempo em que apreendem o que somos. Mas partindo do princípio da utilidade incluo nas dicas de bem viver assim como nas artes a conjugação do verbo (VIVER) em toda sua complexidade. É legal trocarmos informações profissionais, dicas disso e daquilo, mas o que temos de comum e de incomum no que há dentro em nós é mais, é fascinante. Dentro de um mesmo texto os convido a sair de uma loucura proposta e proposital e relaxar, faço um breve cartão postal da minha cidade, canto mentalmente e as músicas entram no meu rabisco, e nem sei se sou harmonia ou confusão. Eu preciso fazer alguma coisa com as palavras que estão, sempre estão mesmo quando as silencio apreciando a paisagem dinâmica do mar, dinâmica não só pelas ondas mas pelo vendedor de coco que passa, o casal fazendo sua caminhada matinal até que vem o surfita que torna a paisagem além de dinâmica interativa quando se dirige a mim para pedir que guarde seus objetos pessoais enquanto ele mergulha. Já pararam para pensar como os desconhecidos também participam das nossas lembranças? É por indagações assim que não consigo acreditar no acaso por acaso...
        Escrever é divino porque você empresta a quem lê seus sentido e suas sensações, como as minhas não me bastam ou não me explicam preciso das dos outros para ao menos me aceitar. Acho que sou uma vivente compulsiva, viver não basta... é preciso ler sobre a vida e escrever sobre ela também. Acho que estou aprendendo a jucimarear o que há de bom .

sábado, 3 de abril de 2010

Come Away With Me

        E chove em Aju. Sabe esses dias em que você ouve a chuva cair no telhado e fica tudo escurinho, aconchegante, nem frio nem calor. O que fazer? Tenho algumas idéias, se não melhor dizer; desejos: Ler um livro inteirinho, ou assistir um filminho tomando chocolate, ou quem sabe colocar um bom jazz e ouvir deitada até o sono invadir(já perceberam como gosto da idéia de invasão?), ou ainda sair com alguém que te proteja da chuva ou tome um banho de chuva com você... isso, namorar mesmo! Mas o que eu escolhi vocês bem sabem né, estou aqui escrevendo pelo menos por enquanto.
        Ao som de Norah Jones até os dias chuvosos são radiantes, só ela poderia cantar assim os dias de chuva. Coloquei esse mimo para vocês ao lado: Come Away With Me. Sinto o jazz muito sensual, aconchegante, eu adoro pensar mas se fosse necessário me classificaria como alguém mais voltada para sensações. Na verdade acho que só penso no intuito de intensificar as sensações. Talvez eu precise de um motivo pra justificar meu jeito sensual de ser, hoje tenho a chuva. Mas não confundam, sensualidade é independente, não depende nem mesmo de companhia. Ao som da canção estou completamente liberta em meio um clima tenso delicioso. É como se você tivesse muitas razões para se comportar de uma maneira mas insistisse na busca por um motivo para um outro comportamento, e a própria busca justifica a diferença.

        Come Away Whit Me...Come Away Whit Me...Come Away Whit Me... Come Away Whit Me... Come Away Whit Me. Agora bem baixinho, como voz no ouvido o convite é quase uma ordem, e é assim que me comporto e o mundo se não me obedece me cede algumas horas de sua atenção. Os dias de chuva são da temperatura que você quiser. Dance mesmo sem companhia, o que importa? Você tem a canção. Tenho a ousadia de te ensinar a delirar e sei que se você não entende, gosta. Come Away Whit Me.
                                                                                                                                                            Juci Barros

Come away with me in the night                                                                 
Come away with me
And I will write you a song

Come away with me on a bus
Come away where they can't tempt us
With their lies                                                           

I want to walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows
knee high
So won't you try to come

Come away with me and we'll kiss
On a mountain top
Come away with me
And I'll never stop loving you

And I want to wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me

Compositora: Norah Jonhes


       

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

E Clara ainda clareia

        Temos ainda em nosso país com vasta produção musical cantores(as) que nos orgulham com suas poesias e melodias que acabam por embalar nossos dias, mas para encontrar as poesia e melodias as quais me refiro precisamos ser muito seletos, porque trata-se de uma minoria. Me pergunto quais serão as referências para os cantores que ainda ão de vir nas próximas gerações; ainda haverá poesia? Ainda cantar-se-á amores, ou a vida, ou ainda a natureza que nos cerca? Não consigo imaginar os nossos jovens curtindo hinos de pura alegria porém, com letras que façam sentido e observando no palco um(a) artista que interprete talvez até caracterizados homenages à culturas que não podem ser esquecidas. O canto existe porque a vida precisa ser cantada, mas o que haverá para se cantar quando a vida se resume a esperar o trio-elétrico passar?
        Me conforto na esperança de que ainda existam jovens musicalmente "velhos" como eu, e que as canções nos sirvam para conhecer diferentes contextos e reconhecê-los dentro de nossas reflexões e anseios. Mas toda essa introdução foi uma homenagem à saudosa Clara Nunes que nem sequer é do meu tempo e ainda assim tenho saudades, porque através da música a gerações se encontram e assim tinho o orgulho de afirmar que de algum modo a conheço. Só sinto por não poder participar de um show ou esperar uma nova canção unida a uma interpretação sem dúvida fascinante.

        Ouvindo Clara Nunes tenho a sensação de pisar na areia da praia e molhar os pés no mar e olhando as águas ao longe meus olhos se perdem docemente; e assim tenho minnha interpretação de como "é doce morrer no mar, nas ondas verdes do mar"... Ou ainda entender que "talvez venha ser infeliz todo aquele que ama pois tem o coração em chama". Bem, mas voltando aos bons cantores que temos em alguns consigo identificar a influência de Clara, como Vanessa da Mata e Jorge Vercillo, ainda bem!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Não basta cantar, tem que encantar: A arte de comunicar-se com a alma

      Eis o que chamo de artista completo; o Oswaldo Montenegro abusa nas várias formas de comunicação que a arte possibilita. O cara compõe poeticamente e coloca melodias muito ricas que até dispensariam letras. Como se não bastasse ao som de flautas e cordas ele recita textos de sua autoria como poucos.
     Geralmente indico aos amigos em fase artísticamente improdutiva que ouça algo dele como inspiração. A leveza com a qual o cantor se coloca no palco sempre me convençe que inspiração tem muito haver com estar disposto. Me encanta muito ouvir as histórias que se escondem e se revelam ao mesmo tempo nas composições; sempre gostei dos contadores de histórias rs. Amores antigos, um novo amor e o desejo de que seja eterno ainda que seja em canção, declarações de amor aos amigos, enfim, poesia sobre a vida e para ela.
     Para incentivo vai aqui uma parte do show em comemoração aos 25 anos de carreira que gosto muito: apreciem sem moderação: http://www.youtube.com/watch?v=ujQoUEdXr_8&feature=related