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domingo, 18 de abril de 2010

Humana sim, e humanista também!

        Desde a adolescência quando despertei um interesse mais profundo pelos livros achei que precisava seguir uma tendência, uma identidade intelectual, se é que se pode chamar assim. Buscando algo que estivesse intrínseco em mim desde cedo e ao mesmo tempo que eu me empanhasse para desenvolver esse algo foi que descobri  que o que quer eu buscasse teria origem na minha humanidade  e no meu interesse acerca da mesma. Quase que por um impulso me classifiquei humanista e assim fui levando o rótulo sem nenhum embasamento teórico. Bem, para minha felicidade continuo seguindo a corrente humanista depois de pesquisar a respeito. Ufa! Se bem que de lá para cá coleciono grupos com os quais me identifico e concordo com a coerência dos seus fundamentos. Não pretendo aqui um papo intelectual , mas como desejo uma troca do que temos de bom vou tecer algumas informações desse termo com o qual tanto me identifico.
        A corrente humanista enfatiza caracteríticas que predominam no sujeito; desejos, carências e anseios assim como a interação entre as pessoas. Assim, atitudes humanísticas visam uma motivação baseadas em um esquema hierárquico de motivos-necessidades. O responsável pela elaboração de tal esquema foi um dos expoentes humanistas chamado Abraham Maslow (1908-1970), segundo ele o comportamento humano inicialmente envolvem a satisfação das necessidades mais primárias, as que garanteam a sua sobrevivência. Somente após manifestam a metamotivação que correspondea auto-realização.
        O esquema hierárquico:
1) NECESSIDADES FISIOLÓGICAS- Oxigênio, líquido, alimento ou/e descanso.

2) NECESSIDADE DE SEGURANÇA- Explica nossas rotinas e mobiliza nosso organismo em situações de emergência.

3) NECESSIDADE DE AMOR E PERTINÊNCIA- Amar; pertencer a um grupo, ter relações afetivas em geral.

4) NECESSIDADE DE ESTIMA- Confiar em si mesmo, valorizar-se diante das pessoas e situações, ter força de vontade para realizar algo, saber de sua própria utilidade para uma determinada situação.

5) NECESSIDADE DE AUTO-REALIZAÇÃO- Ser efetivamente aquilo que já é potencialmente.

6) NECESSIDADE DE CONHECIMENTO E COMPREENSÃO- Curiosidade de conhecer e compreender, adquirir conhecimentos, sistematizar.

7) NECESSIDADES ESTÉTICAS- Atração pelo belo. O desejo estético é a mais complexa e subjetiva necessidade humana.

        Como vimos, todas são necessidades importantes para o bem-estar psíquico do ser humano. Cabe a cada um satisfazer tais necessidades, e aos humanistas comprometerem-se não apenas com a sua própria necessidade, mas tornar o humanismo um hábito de fazermo-nos mutuamente satisfeitos e felizes.
                                                                                                                                    
    Juci Barros.

Referência bibliográfica: SISTO, Fermino Fernandes; OLIVEIRA, Gislene de Campos; FINI, Lucila Dihel Tolaine. (org). Leituras de Psicologia para Formação de Professores. Petrópoles, RJ. Editora Vozes, 2004.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A rosa que há em mim

     A rosa é a flor de maior simbolismo na cultura ocidental. A Rosa é uma flor consagrada a muitas deusas da mitologia. Símbolo de Afrodite e de Vênus (deusa grega e romana do amor). O cristianismo adotou a Rosa como o símbolo de Maria. De acordo com o mito grego, Afrodite quando nasceu das espumas do mar, tal espuma tomou forma de uma rosa branca, assim a rosa branca representa a pureza e a inocência. Conta o mito que quando Afrodite viu Adônis ferido, pairando sobre a morte, a deusa foi socorrê-lo e se picou num espinho e seu sangue coloriu as rosas que lhe eram consagradas. Assim, na Antigüidade as rosas passaram a ser colocadas sobre os túmulos, sendo uma cerimônia chamada pelos antigos de “Rosália”. Todos os anos no mês de maio enfeitam-se os túmulos com rosas.
     A Rosa vermelha significa o ápice da paixão, o sangue e a carne. Para os romanos as rosas eram uma criação da Flora (deusa da primavera e das flores), quando uma das ninfas da deusa morreu, Flora a transformou em flor e pediu ajuda para os outros deuses. Apolo deu a vida, Bacus o néctar, Pomona o fruto, as abelhas se atraíram pela flor e quando Cupido atirou suas flechas para espantá-las, se transformaram em espinhos e, assim, segundo o mito diz ter sido criada a Rosa.
     A Rosa é, igualmente, consagrada a Isís que é retratada com uma coroa de rosas. O miolo da Rosa, fechado, fez com que a flor significasse em muitas culturas o símbolo do segredo.
     Um costume medieval era de colocar uma Rosa no teto da sala de reuniões indicando que onde houvesse a flor no teto, os assuntos deveriam ser mantidos em segredo. Logo surgiu o costume de pintar rosas no teto das salas e assim levou a decoração de muitas casas de arquitetura clássica.
     Segundo a tradição, cada cor de Rosa tem um significado, já na Alquimia representa o feminino e corresponde ao órgão sexual da mulher. A cruz sendo símbolo masculino deu origem a palavra “Rosa-Cruz”, o primeiro símbolo da ordem Rosa-Cruz.
     Na tradição Hindu, a deusa Lakshmi (deusa do amor), nasceu de uma Rosa. Simbolismo da beleza e da pureza, perfeição em todos os sentidos, na idade média a Rosa passou a ser símbolo da virgem Maria por significado de pureza. As rosáceas das catedrais góticas foram dedicadas a Maria como emblema do feminino em oposição à cruz. Os rosários originais eram feitos com pétalas de rosa. A palavra “rosário” deriva do latim “rosarium” que significa roseiral.
     Inúmeros são os mitos sobre a Rosa, em geral tem o significado do amor, seja espiritual, carnal, virginal. Símbolo da pureza a rosa possui suas propriedades não só simbolicamente, mas é aproveitada na medicina, para perfumes, culinária, entre outros atributos. A Rosa tornou-se simbolismo do amor e, por isso, muitas pessoas têm o hábito de presentear quem ama com a flor do amor.