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quinta-feira, 28 de abril de 2011

Nublado não precisa ser embaçado!

Sabe aquele dia que dá uma preguicinha de levantar da cama com a chuva caindo lá fora e o quarto todo escurinho? Sabe sim! Pois então; aconteceu comigo hoje. Mas tinha que sair, afinal COMPROMISSO é isso (se bem que eu não contava com a chuva ao ACASO). Aos poucos o dia tmou o seu rumo e ainda que a chuva não tivesse passado e o céu continuasse fechado; clareou.


Tenho a mania de comparar um curto espaço de tempo(o dia de hoje por exemplo) com o rumo da vida. Algumas vezes fazemos algo a contragosto de modo sofrido, e, assim como se fosse de repente descobrimos que temos prazer em fazer o que a princípio não agradava...


sábado, 10 de julho de 2010

Hoje vou escrever sobre você

Foi a frase do Marquinho outro dia no MSN, dentre tantas outras de tamanha importância para mim. Aquele dia ele acabou não escrevendo, mas hoje eu sinto muita vontade de escrever sobre tão querido amigo, que talvez por uma falha minha não saiba o quanto o seja.
Marquinho foi um dos meus primeiros contatos feito no "mundo virtual", portanto, fazem cerca de seis anos_é o tempo que comecei a me interessar pelo teclado de um computador_ Ainda lembro o nick do Marcos, (apesar de não fazer idéia alguma do meu, acreditem, não sou muito simpática a idéia de amizades que surgem na internet, mas tenho algumas das boas que assim iniciaram, dá pra contar nos dedos de uma mão, mas ainda me fazem repensar, e Marquinho é uma delas) a princípio o chamava de Ian. Eu iniciava o começo da minha jornada universitária, e ele trabalhava em uma rede de supermercados, repositor eu acho, e muito sedento de conhecimento. Me encantei pelo interesse daquele garoto que fazia as próprias oportunidades, e se um dia eu esboçava algo sobre um pensador, em dois ou três dias o Marcos trazia suas principais idéias, pois comprava uma obra indicada e esmiuçava cada frase, e com uma humildade maravilhosa me trazia questionamentos que nos levavam a entrar madrugada adentro filosofando. Logo me apresentou textos de sua autoria. Mas nossas conversas eram muito ricas, tratávamos de música; rock progressivo, o nacional, a mpb e até nossas bandas regionais que surgem de tempos em tempos. Nem sempre concordávamos, mas havia um respeito mútuo que permeava as nossas conversas.
Eu não fazia idéia alguma sobre a aparência do Marcos, e inexplicavelmente não sentia muita curiosidade, aquele amigo me bastava assim como estava... mas, apesar de já ter-me visto em fotografias, ou talvez por isso mesmo, o meu amigo sugeriu que nos víssimos, e eu; bem, eu me recusei. Mas tanto o Marcos quanto eu estávamos mergulhados em uma amizade que nos fazia comentar com outras pessoas sobre alguém tão... tão interessante. E, logo surgiram interessados em serem amigos dos nossos amigos. Assim de um modo incorreto diga-se de passagem uma "amiga" pegou o contato do Marcos e iniciou o que ela pretendia uma amizade com o MEU amigo, e ao marcar para conhecê-lo prometeu levar-me.  Assim me pegou subitamente com a notícia, e um tanto contrariada lá fui eu. Sem nenhuma referência eu sabia quem era o Marquinho, e ele me reconheceu, a mim e a outra garota. Ela não tinha os nossos gostos e acabou sendo um detalhe para a efetivação da nossa amizade, aos poucos deixaram de se falar, de modo que o contato deles se resumia a ocasiões onde nos encontrávamos por acaso ou em ocasiões as quais eu reunia meus amigos.
Com o tempo conheci a história de vida emocionante daquele garoto e só o admirei ainda mais. E ainda que cheia de reservas, me permiti descansar e chorar no ombro amigo do Marquinho, que soube de coisas que nem imaginei contar a amigos de longa data. Marquinho é daquelas pessoas que dizem; Eu te amo! Ou ainda; Você é muito especial em minha vida. E agora com alguma frequência: Sinto saudades...
O Marquinho foi para outro estado em outra atitude de coragem que me surpreendeu. Graças ao velho MSN mantemos contato. Tenho muito orgulho do meu primeiro melhor aluno, agora autor de livros. Falamos menos que em outros tempos, mas com o mesmo interesse, sobre as novidades, mas principalmente sobre o que não tem nada de novo dentro de nós. Eu não sou muito o tipo de pessoa que se declara todo o tempo, e portanto, como já coloquei, meu amigo não saiba o quanto o amo, o admiro e tenho uma saudade enorme dele. É uma falta que aos poucos tento consertar com ele e outras pessoas maravilhosas que por acaso cruzaram o meu caminho, mas que só com muita determinação permanecem, e hoje nem sei pensar um caminho sem eles.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os "estranhos" de cada dia

       
         Como em muitas outras noites depois da aula entrei no ônibus com destino ao meu lar, uma viagem de 30 minutos ou um pouco mais que aproveito para passear em meus pensamentos enquanto as paisagens vão ficando para trás através da janela de onde as vejo. Mas hoje não fiquei na janela, todos os lugares privilegiados estavam ocupados e tive de me contentar em sentar-me ao lado de uma garota que mais ágil que eu pegou a "minha janela", quis ter raiva dela, confesso, mas não consegui. A garota era aparentemente muito agradável, vestia um longo vestido estampado e usava uma faixa de tecido nos cabelos, um visual que quase grita doçura. Certamente ela continuaria ocupando a "minha janela" todo o percurso e só sairia de lá quando eu também deixasse o veículo para pegar outro que me traria então direto para casa, fazer o que; tinha que me conformar.
        Nem coloquei os fones de ouvido para ouvir música, sem ventinho no rosto e uma paisagem parcial fiquei lá mesmo, no ônibus. Desisti de pensar e fiquei apenas observando as pessoas que me cercavam. Quase sempre nem as vejo, e acho que nem elas a mim, uns conversam, outros aproveitam suas janelas e outros, sei lá, pensam. Mas a garota ao meu lado não só roubou minha janela como também virou o centro da minha observação. Ela sorria, um sorriso enorme tão estampado quanto o vestido, estava muito feliz, uma felicidade incontida de modo que ela nem tentava disfarçar. Vez ou outra ela olhava para mim sem tirar o sorriso do rosto, como se eu fosse uma amiga de longa data ao seu lado em um passeio, como se eu entendesse ou até soubesse o motivo de tamanha felicidade. Eu não sei se algum outro passageiro também a observava, mas se o fez recebeu o mesmo ar de cumplicidade que eu. Acho que em algum momento meu rosto quase expressou um sorriso solidário, seria uma disfeita não participar da felicidade que ali pegava carona.
        Então a garota gargalhou suavemente levando as mãos à boca. Olhou para mim e quase que em um impulso parecia que iria me contar alguma coisa. Conteve-se. Tirou um aparelho celular do bolso e começou a digitar uma mensagem de texto, mas o sorriso permanecia em seu rosto. Era um aparelho simples, fora de linha já há algum tempo, mas combinava com sua simplicidade encantadora. Alguns minutos depois pude ouvir um toque que provavelmente anunciava uma mensagem de retorno. Uma nova gargalhada antes de ler, e depois de passar os olhos pelas palavras no aparelhinho levantou-os na minha direção como se eu soubesse do que se tratava e partilhasse de algum modo o que acontecia. Acho que meus olhos sorriram em gratidão para com um gesto tão nobre e espontâneo. Apesar de certamente haver um motivo para a garota sentir-se tão feliz, ela me afirmava que tenho um semblante amigo e um olhar compreensivo aos que me vêem.
        Ela nem deu tanta importância a janela que eu tanto queria, mas eu acabei cedendo o lugar que ela a princípio parecia ter "roubado" de mim. Faço o mesmo percurso algumas vezes durante a semana e vou sentar ao lado da janela tantas vezes quantas conseguir. Mas provavelmente poucas vezes receberei um sorriso gratuito. É quase improvável também que eu veja a garota novamente, e mais improvável ainda encontrá-la tão impregnada de felicidade. Sinceramente, acho que nem a reconheço sem o sorriso no rosto, se é que ela tem um rosto sem sorriso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Recortes de paisagens e canções são a obra inteira de uma vida

        É... ontem foi outro dia. Mas e hoje? Hoje só pode ser hoje, as únicas possibilidades de hoje ser outro dia foi ontem ou os dias que seguirem a partir de amanhã. Minha relação com o tempo sempre esteve em pauta nas reuniões comigo mesma, rsrs. Um dia eu quero viver tudo de uma vez, no outro até a palavra viver me incomoda, outros ainda eu gosto muito mesmo de viver, só que dormindo, o que cá pra nós é uma atividade maravilhosa! Não, não é preguiça, é sinceridade. Mas hoje eu acordei cheia de disposição e resolvi ir à praia, afinal: "moro num país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza; mas que beleza!" Pra completar moro em uma "cidadezinha" linda com o mar a menos de 1 hora da minha casa  e das da maioria doa habitantes também rs. O cenário está completo, plena segunda-feira praia calminha, céu e mar azuis, Juci (sem enxaqueca) e uma câmera na mão.
        Por uma questão de justiça esse é um texto pós overdose, ou seja; uma injeção de ânimo. Comigo é assim, vivo tentando me equilibrar em meio aos extremos e foi por tal motivo que me comprometi com o acaso, e que ele me proteja quando eu andar distraída, e quando não estiver por favor, me distraia! Ah, hoje o sol está radiante, e apesar de não se tratar do Rio temos por volta de 40º graus em uma cidade maravilha. Ao contrário de quem não quer nem luxo nem lixo estou transitando aí pelo meio, no último post tava meio lixo, hoje só luxo a ponto de decidir ficar dourada na Praia de Atalaia mirando as ondas do mar...

                                                                                  (Por Juci Barros)
        Insisto em reafirmar aos leitores que o  nosso espaço não é meu diário, muito menos válvula de escape. Pelo contrário, as palavras possuem o poder de libertar o que sentimos ao mesmo tempo em que apreendem o que somos. Mas partindo do princípio da utilidade incluo nas dicas de bem viver assim como nas artes a conjugação do verbo (VIVER) em toda sua complexidade. É legal trocarmos informações profissionais, dicas disso e daquilo, mas o que temos de comum e de incomum no que há dentro em nós é mais, é fascinante. Dentro de um mesmo texto os convido a sair de uma loucura proposta e proposital e relaxar, faço um breve cartão postal da minha cidade, canto mentalmente e as músicas entram no meu rabisco, e nem sei se sou harmonia ou confusão. Eu preciso fazer alguma coisa com as palavras que estão, sempre estão mesmo quando as silencio apreciando a paisagem dinâmica do mar, dinâmica não só pelas ondas mas pelo vendedor de coco que passa, o casal fazendo sua caminhada matinal até que vem o surfita que torna a paisagem além de dinâmica interativa quando se dirige a mim para pedir que guarde seus objetos pessoais enquanto ele mergulha. Já pararam para pensar como os desconhecidos também participam das nossas lembranças? É por indagações assim que não consigo acreditar no acaso por acaso...
        Escrever é divino porque você empresta a quem lê seus sentido e suas sensações, como as minhas não me bastam ou não me explicam preciso das dos outros para ao menos me aceitar. Acho que sou uma vivente compulsiva, viver não basta... é preciso ler sobre a vida e escrever sobre ela também. Acho que estou aprendendo a jucimarear o que há de bom .

sábado, 3 de abril de 2010

Come Away With Me

        E chove em Aju. Sabe esses dias em que você ouve a chuva cair no telhado e fica tudo escurinho, aconchegante, nem frio nem calor. O que fazer? Tenho algumas idéias, se não melhor dizer; desejos: Ler um livro inteirinho, ou assistir um filminho tomando chocolate, ou quem sabe colocar um bom jazz e ouvir deitada até o sono invadir(já perceberam como gosto da idéia de invasão?), ou ainda sair com alguém que te proteja da chuva ou tome um banho de chuva com você... isso, namorar mesmo! Mas o que eu escolhi vocês bem sabem né, estou aqui escrevendo pelo menos por enquanto.
        Ao som de Norah Jones até os dias chuvosos são radiantes, só ela poderia cantar assim os dias de chuva. Coloquei esse mimo para vocês ao lado: Come Away With Me. Sinto o jazz muito sensual, aconchegante, eu adoro pensar mas se fosse necessário me classificaria como alguém mais voltada para sensações. Na verdade acho que só penso no intuito de intensificar as sensações. Talvez eu precise de um motivo pra justificar meu jeito sensual de ser, hoje tenho a chuva. Mas não confundam, sensualidade é independente, não depende nem mesmo de companhia. Ao som da canção estou completamente liberta em meio um clima tenso delicioso. É como se você tivesse muitas razões para se comportar de uma maneira mas insistisse na busca por um motivo para um outro comportamento, e a própria busca justifica a diferença.

        Come Away Whit Me...Come Away Whit Me...Come Away Whit Me... Come Away Whit Me... Come Away Whit Me. Agora bem baixinho, como voz no ouvido o convite é quase uma ordem, e é assim que me comporto e o mundo se não me obedece me cede algumas horas de sua atenção. Os dias de chuva são da temperatura que você quiser. Dance mesmo sem companhia, o que importa? Você tem a canção. Tenho a ousadia de te ensinar a delirar e sei que se você não entende, gosta. Come Away Whit Me.
                                                                                                                                                            Juci Barros

Come away with me in the night                                                                 
Come away with me
And I will write you a song

Come away with me on a bus
Come away where they can't tempt us
With their lies                                                           

I want to walk with you
On a cloudy day
In fields where the yellow grass grows
knee high
So won't you try to come

Come away with me and we'll kiss
On a mountain top
Come away with me
And I'll never stop loving you

And I want to wake up with the rain
Falling on a tin roof
While I'm safe there in your arms
So all I ask is for you
To come away with me in the night
Come away with me

Compositora: Norah Jonhes