Mostrando postagens com marcador Dança. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dança. Mostrar todas as postagens
sábado, 21 de maio de 2011
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Infinitivamente infinitos
Quando eu penso no tempo que tenho o que mais se coloca em meu pensamento é o tempo que não tenho. O tempo que não tenho ao qual me refiro é o que passou sem que eu o aproveitasse melhor, e também o que certamente ainda deixarei passar sem fazer dele uma estimada lembrança. Eu vivo o recomeçar em cada amanhecer, ou ainda se me sinto pesada e finita recomeço em qualquer outra hora do dia como a criança que de olhos recém abertos tenta descobrir o mundo e experimenta a si mesma.
As pessoas, cada uma delas, tem sua própria maneira de superar o que foi ou de tentar o que deseja que venha. Mas nem todas se preocupam com o tempo que levam, ou melhor, que não levam. Alguns sofrem demais e outros de menos, e assim o tempo passa. Mas com a passagem do ano, em geral as pessoas fazem planos e em suas retrospectivas pessoais planejam os acertos retirando lições dos erros cometidos. Porém, são tão inconsistentes os planos que se desfazem em poucos dias, ou até horas.
Gostaria de sugerir a cada um de vocês segundos, minutos ou horas a mais que se somem em muitos dias, que prolonguem vida e até a multipliquem:
Leia um livro que tem vontade e nunca tem tempo, ao menos 15 minutos por dia, e retire dele algo que te sirva. Aprenda uma receita nova e cozinhe para pessoas que ame. Satisfaça o paladar delas e terá o prazer de um sorriso, um elogio além de uma nova habilidade adquirida.Reorganize seus CDs e ouça aquele que a muito tempo não ouve; cante alto, dance se puder.Visite aos que te são importantes com mais freqüência, leve flores, um vinho, chocolates se puder ou quiser, mas nunca esqueça de ser a companhia que tu és.
Ame a todos sem os poupar do amor que lhes cabe por direito, diga que ama, o quanto ama. Quanto ao amor que se faz desejo, que o amor seja feito, e que seja mais vezes, e que seja melhor.Cuide de si, olhe para o espelho de modo que perceba vida refletida.
Eu desejo que o acaso nos proteja de modo que a vida plena, ousada e intensa se faça o nosso maior compromisso.
Marcadores:
Acerca dos fatos,
Convite,
Culinária,
Dança,
Datas comemorativas,
Educação,
Música,
Provocação,
Psicologia,
Relacionamentos,
Terapias
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Delírio
Pretendo olhar-te bem de perto para que você possa ler em meus olhos as cartas que meu corpo escreve em sua intenção. Depois te darei um tempo para traduzir caso ainda não entenda ou tenha esquecido a linguagem dos instintos. Tratam-se de delírios, enquanto meu corpo arde em febre eu aperto o travesseiro como se fosse a ti que apertasse e o meu olhar é olhar de infinito; entro em um universo só meu mesmo quando em pensamentos sou invadida por ti. Pena que você não possa ver. Nada te envaideceria mais que me ver entorpecida, sem forças nem vontade para pensar.
Em segundos eu te veria novamente e faria por ti o mesmo. Para vingar-me também, mas te faria um bem enorme fugir um pouco do seu próprio controle. Então você grita com voz de alívio, de quem sofreu com a pressa de chegar. Eu te observo vulnerável e com certo egoísmo fico orgulhosa de vê-lo assim, de fazê-lo assim.
Pretendo olhar-te bem de perto e pretendo que em teus olhos hajam cartas escritas por teu corpo em minha intenção. Depois não espere, não perca tempo esperando que eu te traduza. Me faça entender instintivamente, ou melhor, não me deixe disfarçar fingindo nunca ter apertado travesseiro imaginando tua pele...
Há um lugar em algum lugar dentro nós que só podemos ir com a ajuda do outro, só podemos chegar lá quando invadimos um outro alguém, é um paradoxo, um caminho inverso. As melhores sensações do meu corpo, os meus passos mais leves, minha solidão mais doce só acontece a intenção de outro alguém que não a mim mesma, na dança com outro corpo, na total ausência de solidão quando mais que juntos formamos um só.
Não há imagem que explique, não há sensação que substitua, não há lembrança que baste. Investimos todos os nossos sentidos em encontrar alguém que nos leve novamente ao mesmo lugar, o lugar que acontece em segundos nos quais sem nenhum critério de elaboração conseguimos o efêmero movimento da perfeição.
Em segundos eu te veria novamente e faria por ti o mesmo. Para vingar-me também, mas te faria um bem enorme fugir um pouco do seu próprio controle. Então você grita com voz de alívio, de quem sofreu com a pressa de chegar. Eu te observo vulnerável e com certo egoísmo fico orgulhosa de vê-lo assim, de fazê-lo assim.
Pretendo olhar-te bem de perto e pretendo que em teus olhos hajam cartas escritas por teu corpo em minha intenção. Depois não espere, não perca tempo esperando que eu te traduza. Me faça entender instintivamente, ou melhor, não me deixe disfarçar fingindo nunca ter apertado travesseiro imaginando tua pele...
Há um lugar em algum lugar dentro nós que só podemos ir com a ajuda do outro, só podemos chegar lá quando invadimos um outro alguém, é um paradoxo, um caminho inverso. As melhores sensações do meu corpo, os meus passos mais leves, minha solidão mais doce só acontece a intenção de outro alguém que não a mim mesma, na dança com outro corpo, na total ausência de solidão quando mais que juntos formamos um só.
Não há imagem que explique, não há sensação que substitua, não há lembrança que baste. Investimos todos os nossos sentidos em encontrar alguém que nos leve novamente ao mesmo lugar, o lugar que acontece em segundos nos quais sem nenhum critério de elaboração conseguimos o efêmero movimento da perfeição.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Bailarinas a moda antiga
Me pediram que contasse como foi que aconteceu. Como se o que acontece comigo tivesse uma importância incomum. Todas curiosas e reunidas em gargalhadas divindo a enorme barra de chocolate, e eu, brincando como sempre soltava um gemidinho a cada mordida saboreando o chocolate derretendo na boca (e de propósito espero as reações já repetidas), todas riem e imitam meu gesto para que as mentes mais "criativas" acreditem que falamos obscenidades. E para completar a vó da minha amiga que passa na sala fala tentando esconder o ar de riso:
_ Se Ju não estivesse aí acharia que falam besteiras.
_ Pode deixar dona Lena, eu coloco juízo nessas meninas!
E começa cada uma sem esperar que a outra termine tentando convencer a dona da casa que são confiáveis e ingênuas. Mas, acreditem, logo Dona Lena vem toda empolgada quebra uma barrinha de chocolate pra ela e pergunta:
_ Sim Ju, conta, como foi que aconteceu?
_ Eu não acredito! A senhora estava espiando a nossa conversa? Pois agora é que não conto!
E todas, a comecar pela senhorinha fazem-me cócegas até eu gritar que me rendi.
_ Tudo bem então. Eu conto:
O carinha era bastante atraente, um belo tipo; cabelo penteadinho feito homem (do jeito que eu gosto), barba por fazer e muito interessado naquele novo ambiente. Alongamos em dupla e como já era comum eu ajudava aos que chegavam, então eu e o bonitinho já tivemos de cara um contato maior. Ele tentava não demonstrar a dor quando eu forçava o movimento, ainda que eu o aconselhasse a gritar quando necessário. Ele resistiu. Acabado o alongamento passávamos para a próxima etapa, e como era terça-feira seria então dia de audição livre e individual para três bailarinos sorteados. Eu torci para não ser a felizarda. Apesar de ter um número pronto não esperava um público surpresa. Não tínhamos mais muito tempo e só haveria apenas uma audição. A professora pediu então que o novo colega escolhesse alguém, assim de olho mesmo. Ele nem precisou falar, fiquei tão sem graça com olhar longo e penetrante que ele me lançou que fui até a mochila buscar as sapatilhas e o cd com a canção. Meu coração acelerou. Tentei manter a respiração controlada, fiz sinal para a professora e só mative os olhos abertos até ver ela apertar o play.
Pronto, o coração foi levado pelo som e minha ansiedade também. Tudo era meu, principalmente os olhares da turma. Então, antes das piruetas procurei um ponto fixo para olhar e lá estava o rapaz, o encarei e lá fui eu. Um... dois... três giros e parei rente seu rosto. Porém, não sei quem estava mais ofegante, se eu ou o rapaz. A turma como sempre aplaudiu e nos abraçamos coletivamente.
Enquanto cada um arrumava sua mochila e conversávamos sobre esse ou aquele passo que coreografei nem me lembrava mais do novato. Ele me esperou na saída do teatro para me cumprimentar e agradecer a colaboração. Eu respondi que não foi nada demais, que se acostumasse pois é o funcionamento natural da turma. Me despedi e só o vi ontem enquanto passeava com a Vivi, ele veio e nos cumprimentou e o resto vocês já sabem, essa fofoqueira já contou o que foi e o até o que não foi. (risos)
_ Mas e ontem?_ Perguntou Dona Lena.
_ O que tem ontem?_ Indaguei.
_ Beijinho minha filha! Teve ou não teve?
_ Não Dona Lena, nem conheço o rapaz direito. É bonito e muito educado, por isso o espanto de Vivi, mas é só um amigo que as tontas queriam saber onde e como o conheci.
Dona Lena me olha desapontada, quebra mais uma barrinha de chocolate e resmunga enquanto levanta para se dirigir à cozinha:
_ Esse mundo tá perdido! Perdido! Nos bailes do meu tempo moça nenhuma dançava só e nem perdia tempo, o próximo encontro era marcado e rapaz esperto beijava logo moça bonita pra ela matar as amigas de inveja. Bons tempos... Bons tempos...
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Bailando
Refletir não é estar triste.
Mudar não é desperdi-se de si, é se encontrar.
Desejar companhia não é carência, é caridade.
Ouvir música lenta não é sinal de solidão, é para quem tem lembranças por companhia.
Dormir mais não é viver menos, é viver melhor.
Sorrir nem sempre atesta alegria.
Nunca chorar é triste.
Existir está além das palavras. Não aprisione os sentimentos dentro de explicações. Não seja genérico.
Áprenda as técnicas, não esqueça da interação mas, antes e acima de tudo; dançe com paixão.
domingo, 25 de abril de 2010
Voltei das férias. Não viajei, não tive folga em minhas atividades cotidianas, mas estive em férias. Exatamente no domingo passado decidi um fuga, e, como sabemos não há fuga de si mesmo. Porém, a minha foi para mim mesma. Fui a profissional de sempre, a pessoa de sempre nos relacionamentos, mas os momentos de "solidão" foram só meus, encontrei quem mais gosto em mim; ou seria procurei? Os sentimentos que me levaram não sei mais descrevê-los, agora são outros. Mas deixei a canção e ela ainda serve, lembra algo que ainda é. Anos Dourados... Vamos?
No embalo de um bolero a canção nos convida a lembranças e sentimentos ainda vivos, teimosos. São aparências, ligações, retratos... Não sei se Chico é um pouco de todos ou se todos somos um pouco de Chico, que não se importa ser "Maria". E o Tom? O Tom dá o tom, é o eco, é a insistência do pensamento, do sentimento, é a própria lembrança.
Não trato de métrica, de estética, de teorias, São divagações que dançam. Psicanaliticamente falando fiz uma catarse, humanamente um desabafo, artísticamente um ensaio, pessoalmente uma atitude. " Te ligo ofegante e digo confusões no gravador." As confusões que nos movem, que decidem por nós, são tudo. E quem disse que a coragem está no equilíbrio? Medroso é quem não enlouquece de vez em quando. Sutilmente me retiro e estou em pleno salão dançando ao som de um bolero, volto uma semana depois. Entendeu? Não? Acho que você precisa de uma férias rsrs. Ouça, só ouça...
Marcadores:
Convite,
Dança,
Devaneios,
Música,
Sentimentalidades
quinta-feira, 25 de março de 2010
Dicas de alogamento para desenvolver sua expressão corporal
Ligue o som e coloque aquele cd de músicas que façam sua mente viajar e o seu corpo balançar. A pedidos coloco à disposição algumas sugestões para os que desejam relaxar um pouco da correria diária e ainda desenvolver um autoconhecimento corporal que facilite a interação com as pessoas. "Conhece a ti mesmo" é uma máxima socrática que é de grande importância no âmbito da ética e posso garantir-lhes que o nosso corpo agradecerá o nosso pequeno "esforço" para conhecê-lo melhor.
1. Com direito a trilha sonora tome um banho relaxante dando especial a cada pedacinho do seu corpo e abuse os óleos e hidratantes aromáticos. Enxugue-se e vista uma malha confortável, em um ambiente arejado começe a alongar-se, sempre respirando fundo e concentrando-se em pensamentos positivos.
2. Relaxe o pescoço com movimentos giratórios e lentos. Com a silhueta alongada leve a cabeça para o lado esquerdo com a ajuda do braço, e repita com o lado contrário. Agora lentamente movimente a cabeça para baixo e depois para cima, sempre de olhos fechados, ou se possívem em frente ao espelho.
3. Eleve o braço esquerdo acima da cabeça, dobre o cotovelo e com a ajuda da mão direita tente tocar as costas, faça o mesmo movimento com o braço direito. Sempre respirando conte cada movimento em oito tempos.4. Desça lentamente e sem dobrar os joelhos tente tocar o chão. Na mesma posição conte oito tempos.
5. Sentada una os pés e faça o movimento de borboletas balançando as pernas. Em seguida desça o tronco o mais próximo dos pés sempre respirando fundo e fazendo a contagem do tempo. 7.Dobre a perna esquerda na frente do tronco, sempre ereto, e estique a perna direita atrás sem dobrar o joelho. Conte lentamente até oito e faça o mesmo mudando a posição das pernas.
8. Ajoelhe-se sobre as pernas e desça o tronco o máximo que conseguir levando os braços à frente como se tentantesse alcançar algo na frente. Costumo chamar essa posição de saudação real, ou capachino.
9. Após contar oito tempos deite-se olhando para o teto, e com os pés levemente separados e as mão ao londo do tronco apoidas no chão levante a região da pélvis e conte dezesseis tempos sempre respirando fundo.
10. Para finalizar ainda deitada eleve os joelhoe dobrados e abrace as pernas. Permaneça na posição quando sentir-se completamente relaxada ou até o fim da música que estiver ouvindo.

Bem, agora completamente relax desejo a todos que ... gozem muitoooo! Boas energias para todos!
segunda-feira, 1 de março de 2010
Interpretando-se
Sim. Isso, agarre toda esta felicidade materializada em corpo. Aperte contra você o que já te parece fazer pazer parte de ti. Ainda que talvez amanhã te sintas imcompleta... seja inteira agora.
Feche os olhos em aguns momentos e use o olfato, o tato e o paladar com muita vontade. Agora você acredita em cheiro que traz lembrança... mas agora não, esqueça de lembrar. Agora não há o que guardar, até o que receber use agora e vista-se de nudez.
Sensações são puro ritmo e te permitem saltar. Rasgue-se por dentro e use as mãos para isso, fomalize o que acontece do lado de dentro. A verdade é nua, seja toda verdade e admire a verdade que se coloca diante de você.
Agora é o momento; cure-se. Seja tudo que pode ser, e mais ainda o que não pode. Não, não pense no amanhã porque agora não tem volta.
É seu maior espetáculo... apague as luzes... desligue as câmeras... e ação.
Feche os olhos em aguns momentos e use o olfato, o tato e o paladar com muita vontade. Agora você acredita em cheiro que traz lembrança... mas agora não, esqueça de lembrar. Agora não há o que guardar, até o que receber use agora e vista-se de nudez.
Sensações são puro ritmo e te permitem saltar. Rasgue-se por dentro e use as mãos para isso, fomalize o que acontece do lado de dentro. A verdade é nua, seja toda verdade e admire a verdade que se coloca diante de você.
Agora é o momento; cure-se. Seja tudo que pode ser, e mais ainda o que não pode. Não, não pense no amanhã porque agora não tem volta.
É seu maior espetáculo... apague as luzes... desligue as câmeras... e ação.
Assinar:
Postagens (Atom)




















